O profissional da Psicologia Profunda
goza de um privilégio ímpar ao ser acolhido pelo analisando em sua intimidade
mais restrita. É concedido a ele o acesso a todos os segredos daquele que o
procura.
Algo semelhante ̶ ocasião em que alguém abre seu coração e sua
alma ̶
só acontece quando duas pessoas se veem
reciprocamente apaixonadas.
Eis por que o analista se percebe
em uma posição de poder; há uma entrega incondicional daquele que se põe a
ocupar o divã, e, nesse gesto, de forma implícita, o analisando está dizendo ao
psicanalista: “Eu acredito em suas habilidades superiores de cura analítica!”
Cabe ao psicanalista, por uma
questão de decência, ter sempre em mente o mesmo autoconceito; em respeito ao paciente,
repeti-lo para si mesmo: “Eu acredito em minhas habilidades superiores de cura
analítica!”
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