“ A vergonha é um sentimento que causa angústia ao
envergonhado sempre que ele se encontra com outras pessoas.
Isso porque ele valoriza essas pessoas, mesmo sendo estranhas,
e mais ainda porque ele não se valoriza tanto quanto a elas.
O desafio da análise é descobrir o que o envergonhado vê de
superior no(s) outro(s) , de quem ele se recorda? Ou melhor... o(s) outro(s)
representa(m) alguém que só está acessível no seu inconsciente, e a análise
deve trazer essa representação (o outro original) que lhe causou o sofrimento
original que se repete em cada pessoa com quem ele se depara.
Ou isso... ou atacando em outra direção (e só há essas duas),
descobrir qual experiência de vida, mais provavelmente também inacessível à
consciência, mas ativa no inconsciente, causou pela primeira vez essa angústia
original de inferioridade que agora se repete indefinidamente, configurando o retorno do reprimido e a causa de seu sofrimento.
(Um dito a favor do envergonhado: “prefiro uma pessoa com
vergonha a uma pessoa sem-vegonha”!)
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